'TEATRO-BAILE CONTA MISSA DO VAQUEIRO - EM PROCESSO'

Da Redação - editorias.obilhetedanoticia@gmail.com - @noticias.emcartaz

Referência na pesquisa da cultura popular brasileira, a CTI – Teatro-Baile convida o público a acompanhar a abertura de processo de seu novo trabalho: Teatro-Baile conta Missa do Vaqueiro – em processo. A montagem propõe um mergulho artístico na tradicional Missa do Vaqueiro, celebração criada em 1970 no sertão nordestino, e ocupa novamente a sede histórica da companhia, na Vila Ré, zona leste de São Paulo.

As apresentações são gratuitas e acontecem de 22 de janeiro a 1º de fevereiro, de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h. Em caso de chuva, a sessão é cancelada.

A Missa do Vaqueiro surgiu como homenagem a Raimundo Jacó, vaqueiro assassinado na década de 1950 em Serrita (PE). Primo de Luiz Gonzaga, Jacó tornou-se símbolo de justiça e resistência sertaneja. Vinte anos após sua morte, o Padre João Câncio idealizou a celebração, convidando Gonzagão e outros artistas e poetas, como Pedro Bandeira e Janduhy Finizola, o que ampliou o alcance cultural do ritual.

Com o passar dos anos, a Missa do Vaqueiro consolidou-se como uma cerimônia que articula religiosidade, cultura popular e vida no campo, com liturgia própria e realização em diversas cidades do Nordeste, sempre no terceiro domingo de julho.

Mais do que narrar fatos históricos, a CTI propõe uma criação cênica a partir da experiência vivida em Serrita. Contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro, o grupo realizou uma viagem de pesquisa à região, reunindo material humano, simbólico e sensorial que agora se transforma em jogo cênico.

“Não queremos contar a história do Raimundo Jacó, mas olhar para as pessoas que mantêm viva essa celebração: comerciantes, vaqueiros, trabalhadores locais, figuras que constroem o cotidiano do sertão”, explica Beto Bellinati, integrante da companhia.

Ainda em construção, o espetáculo compartilha com o público o processo criativo do grupo, mantendo uma de suas marcas: a diluição das fronteiras entre palco e plateia. O público é convidado a dançar, circular e partilhar comidas e bebidas típicas, como paçoca, kariri com mel e pinga com mel e limão.

A dramaturgia é coletiva, com todos os integrantes em cena. A música ao vivo reúne canções de Luiz Gonzaga e composições autorais inspiradas em ritmos nordestinos, executadas com sanfona, zabumba, triângulo, pandeiro, baixo e percussões diversas. A visualidade da encenação incorpora o uso de máscaras confeccionadas em papelão, que remetem a cabeças de boi, figura simbólica do imaginário sertanejo.

“Esse trabalho também marca a retomada das atividades da nossa sede como espaço de encontro, criação e partilha com o público”, afirma Bellinati.

Teatro-Baile conta Missa do Vaqueiro – em processo integra o projeto O Teatro é uma Luta Popular – CTI 21 anos (r)existindo pela identidade, contemplado pela 44ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Sinopse:

O espetáculo investiga a "Missa do Vaqueiro", da cidade de Serrita-PE, criada em homenagem a Raimundo Jacó, o vaqueiro mais importante que se tem notícia! Raimundo Jacó, primo legítimo de Luiz Gonzaga, tem seu nome entoado lá no fundo da Caatinga, em todo terceiro domingo de Julho, desde 1970. Um grito de justiça no sertão por Raimundo Jacó, o vaqueiro encantado!

“Só lembrado do cachorro que ainda chora a sua dor”.

Ficha Técnica:

Criação Coletiva da Cia. Teatro da Investigação - CTI - Teatro-Baile

Equipe criativa CTI - Teatro-Baile: Adriel Vinícius, Azre Maria Tarântula, Beto Bellinati, Bia Nascimento, Débora Peccin, Edu Brisa, Evandro Cavalcante, Fefê Camilo, Juliana Crifes, Kinda Marques, Mariane Lima, Michel Xavier, Roma Oliveira, Samara Neves, Ton Moura e Val Ribeiro 

Dramaturgia e direção: Edu Brisa

Direção musical: Fernando Alabê

Elenco: Equipe Criativa

Artistas orientadores formadores: Jéssica Nascimento, Cida Almeida, Alexandre Mate, Carlos Simioni, Ednaldo Freire e Fernando Alabê

Mais Informações:

Teatro-Baile conta Missa do Vaqueiro – em processo

Data: 22 de janeiro a 1º de fevereiro

Temporada: Quinta, sexta e sábado, às 20h | Domingo, às 18h

Local: Sede CTI Teatro-BaileRua Pangauá, 381 – Vila Ré (São Paulo, SP)

Ingressos: Gratuitos – retirada 1h antes do início da apresentação

Capacidade: 35 lugares

Duração: 60 minutos

Classificação: Livre

Importante: Em caso de chuva, não haverá espetáculo

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