COM O GRANDE SUCESSO, CLÁSSICO DO TEATRO CONTEMPORÂNEO "OLEANNA" DE DAVID MAMET PRORROGA TEMORADA NO TEATRO VIVO ATÉ JULHO

Da Redação - editorias.obilhetedanoticia@gmail.com - @noticias.emcartaz

“Oleanna” de David Mamet com Velson D’Souza e Julianna Gerais alternando o papel com Lara Mendes e direção de Daniela Stirbulov prorroga a temporada no Espaço de Convivência do Teatro Vivo até 19 de julho. Considerado um dos clássicos do teatro contemporâneo, a obra de Mamet teve a primeira montagem no Brasil há 30 anos, em 1996, protagonizada pelos atores Antônio Fagundes e Mara Carvalho.

"Oleanna" narra o confronto entre John, um professor universitário no processo de obtenção de uma promoção, e Carol, uma de suas alunas com dificuldades no curso. Inicialmente, Carol procura John no seu escritório para pedir ajuda com o seu entendimento do material do curso. A dinâmica muda drasticamente quando Carol apresenta uma queixa formal contra John ao comitê de avaliação da universidade, acusando-o de sexismo, elitismo, comportamento inadequado e assédio sexual, com base nas suas conversas particulares e atitudes.

Confrontado com a potencial perda da sua carreira, John tenta desesperadamente entender as acusações e convencer Carol a retirar a queixa, expondo a fragilidade da comunicação, as complexas relações de poder entre professor e aluno e as interpretações radicalmente divergentes dos mesmos eventos.

A peça envolve o público na cena, levantando questões difíceis sobre o que constitui assédio ou abuso de poder. Enquanto as discussões sobre agressão sexual e assédio frequentemente giravam em torno de acusações de que um lado estava mentindo ou exagerando, em “Oleanna”, o público tem acesso a todas as interações privadas entre o acusador e o acusado. Assim, o público pode tirar suas próprias conclusões, tendo em vista que todos os fatos são apresentados a ele sem cortes.

A obra destaca também um debate contínuo sobre as normas do "politicamente correto". Exatamente o que acontece atualmente na nossa sociedade: aqueles que se opõem ao “politicamente correto” vêem essas normas como punitivas e arbitrárias, enquanto defensores do “politicamente correto” as consideram diretrizes úteis para evitar que qualquer grupo de pessoas se sinta indesejado ou desconfortável. A versão do “politicamente correto” de Carol está relacionada à igualdade de mulheres e pessoas economicamente desfavorecidas no contexto da universidade.

“Oleanna” parte da premissa de que as grandes tensões contemporâneas — poder, comunicação, cancelamento, abuso e interpretações subjetivas da verdade — se manifestam não apenas nos discursos públicos, mas, principalmente, nos encontros privados. A montagem propõe um dispositivo frontal e tensionado: duas plateias dispostas em corredores opostos, frente a frente, tendo o espaço da ação no centro. O público não observa apenas, ele é observado. Cada espectador se torna também paisagem do olhar do outro.

A configuração espacial radicaliza a pergunta central da dramaturgia de David Mamet: quantos lados podem ter uma mesma verdade? Ao acompanhar o embate entre professor e aluna dentro de uma universidade, a plateia é deslocada da posição confortável de observadora para a de júri silencioso.

Inserido no campo de tensão entre as duas personagens, o público testemunha a escalada do conflito quase como prova material, sendo constantemente provocado a revisar suas próprias percepções, certezas e julgamentos. Ao ver e ser visto, o espectador é convocado a reconhecer a fragilidade das narrativas e o peso das interpretações.

Nesta encenação, o espaço alternativo não é apenas cenário: é argumento. A arquitetura da sala se torna metáfora viva da polarização: dois lados que se encaram, dois discursos que disputam legitimidade, duas verdades que reivindicam razão.

“Oleanna, de David Mamet, questiona quantos lados pode ter uma mesma verdade. Em uma encenação imersiva para 50 pessoas, duas plateias frente a frente transformam o público em um júri silencioso, posicionado no centro da tensão. A arquitetura da sala torna-se metáfora da polarização, onde cada espectador também é observado pelo outro. Radicalizamos a discussão sobre a fragilidade da comunicação e as relações de poder dentro de um sistema educacional. Uma experiência cênica visceral que confronta certezas e desloca perspectivas”, conta a diretora Daniela Stirbulov.

Críticas

- “O melhor drama em cartaz” – Miguel Arcanjo – blog do Arcanjo (crítico APCA)

- “Oleanna é um espetáculo obrigatório” - Fernando Brengel – site AGORA ECA

- “⁠Um teatro de qualidade inquestionável” - Pedro Cosmos – blog Arte do Entretenimento

- ⁠"Um tratado sobre a manipulação da linguagem e do abuso de poder" - Edgar Olímpio – (crítico APCA)

- ⁠” Um dos pontos altos da temporada teatral paulistana de 2026” - José Cetra – Palco Paulistano (crítico APCA)

Ficha Técnica:

Texto: David Mamet

Tradução: Velson D’Souza

Direção: Daniela Stirbulov

Elenco: Velson D’Souza e Julianna Gerais/Lara Mendes

Assistente de direção: Enzo Malaquias

Direção de produção: Fabio Camara

Cenografia: Carmem Guerra

Adereços: Rebeca Oliveira

Figurino: Allan Ferc

Iluminação: Fran Barros

Assessoria de imprensa: Fabio Camara

Design gráfico: Enzo Malaquias

Mídias sociais: Carolina Romano

Fotos: Caio Gallucci

Produção: Braza Produções e Lugibi Produções

Realização: Braza Produções e Espaço Co.Lab

Idealização: Velson D’ Souza

Mais Informações: 

LOCAL: Teatro Vivo (Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Vila Cordeiro). 50 lugares

DATA: 10/04 até 19/07 (Sexta e sábado 20h e domingo 18h)

Obs: Nos dias de jogos do Brasil na Copa não haverá apresentação.

Telefone: 11 -3430 1524

VENDAS PELA INTERNET: https://bileto.sympla.com.br/event/117441/d/371496/s/2490572?

INGRESSOS: R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia).

DURAÇÃO:  70 min 

CLASSIFICAÇÃO:  14 anos

SESSÕES JULIANA GERAIS: 06, 07, 14, 20, 21, 27 e 28/06

SESSÕES LARA MENDES: 05, 12 e 26/06 e 03, 04, 05, 10, 11, 12, 17, 18 e 19/07

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