E SE O SEU PRIMEIRO AMOR APARECESSE OITO ANOS DEPOIS, JUSTAMENTE QUANDO VOCÊ ACHAVA QUE JÁ TINHA SUPERADO?
Da Redação - editorias.obilhetedanoticia@gmail.com - @noticias.emcartaz
Você conseguiria reencontrar seu primeiro amor oito anos depois, e ainda ter de trabalhar com ele todos os dias?
É a partir dessa provocação que Laura Amorim constrói “Você já devia saber”, seu novo romance, que chega oficialmente ao público durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Publicado pela Literare Books International, o livro mergulha em uma história de amor interrompida pelo tempo, marcada por perguntas sem respostas, ressentimentos, culpa, amadurecimento e, sobretudo, pela possibilidade de uma segunda chance.
Depois de conquistar leitores com “Se não fosse por você”, seu romance de estreia, que figurou nas listas de mais vendidos do país, Laura volta à cena literária com uma história ainda mais emocional.
Em “Você já devia saber”, Marina Pinheiro tem 24 anos e acredita estar finalmente construindo a vida que escolheu. Ela é cofundadora da Groove, um portal independente dedicado à música pop, mas enfrenta uma crise profissional: com apenas dois meses para deixar o apartamento onde mora e um bloqueio criativo que parece impossível de superar, precisa fazer o projeto começar a dar lucro rapidamente.
Até que o passado reaparece...
Cristiano Berger foi o primeiro amor de Marina. Os dois se apaixonaram ainda no Ensino Médio, mas ele desapareceu de sua vida no fim daquela época, deixando para trás sentimentos que ela passou anos tentando enterrar. Oito anos depois, Cristiano está de volta, mais maduro, diferente e, para o desespero de Marina, tão irresistível quanto nas lembranças que ela tentou esquecer. Para tornar o reencontro ainda mais complicado, os dois terão de trabalhar juntos.
A partir daí, o que deveria ser apenas uma relação profissional transforma-se em um acerto de contas com o passado. Entre lembranças, ressentimentos, descobertas e uma atração que nunca desapareceu completamente, Marina e Cristiano precisam descobrir se é possível deixar para trás aquilo que os separou ou se algumas histórias simplesmente esperam o momento certo para recomeçar.
O romance também aposta em uma estrutura pouco convencional: a história é organizada como uma espécie de playlist, com capítulos chamados de “tracks”, alternando os pontos de vista de Marina e Cristiano entre o presente e oito anos atrás. São 37 “faixas” e um bônus, conduzindo o leitor por diferentes momentos da relação dos personagens.
A música, aliás, não aparece apenas como recurso estético. Ela faz parte do próprio universo de Marina, jornalista que trabalha em um portal dedicado à cultura pop e encontra nas canções uma forma de organizar memórias, sentimentos e até os momentos mais difíceis da vida.
Mais do que um romance sobre reencontros, “Você já devia saber” fala sobre aquilo que permanece quando o tempo passa. Sobre as marcas que não desaparecem simplesmente porque duas pessoas seguiram caminhos diferentes. E sobre a difícil tarefa de perdoar, inclusive a si mesmo.
A própria autora revela, em sua nota ao final da obra, que o segundo livro veio acompanhado de uma pressão diferente: depois do sucesso de sua estreia, Laura precisou enfrentar o medo de não conseguir corresponder às expectativas dos leitores. O processo levou quase dois anos e foi marcado pelo desafio de fazer melhor sem perder aquilo que havia conquistado o público.
A aposta parece ter encontrado novamente um terreno fértil entre os leitores que acompanham Laura nas redes sociais e transformaram sua literatura em uma experiência compartilhada. A autora mantém presença digital como @lauraentrelivros e chega à Bienal justamente no momento em que sua comunidade de leitores poderá encontrar pessoalmente a escritora por trás dos romances que acompanha nas redes.
DA ENGENHARIA E DOS CONCURSOS PÚBLICOS À LITERATURA
A história pessoal de Laura também ajuda a explicar por que seus romances encontram identificação com leitores que estão acostumados a ouvir que determinados sonhos são “impossíveis”.
Formada em Engenharia de Controle e Automação pela UFMG, a mineira passou pelo universo dos concursos públicos e foi aprovada em disputados concursos para Auditor Fiscal em Santa Catarina e Goiás. A literatura, porém, era um sonho antigo que permanecia adormecido.
Seu primeiro romance nasceu justamente da vontade de levar para a ficção um universo pouco explorado nos romances: o cotidiano de quem estuda para concursos, abre mão de experiências pessoais, enfrenta ansiedade, frustrações e inseguranças enquanto luta por um objetivo.
Agora, com “Você já devia saber”, Laura muda o cenário, mas preserva uma de suas marcas: personagens que precisam enfrentar seus próprios medos para descobrir o que realmente querem.
No novo livro, Marina luta para salvar seu sonho profissional enquanto tenta entender o que fazer com um amor que acreditava ter deixado para trás. Cristiano, por sua vez, também carrega as próprias cicatrizes. No reencontro dos dois, o passado deixa de ser uma lembrança e volta a exigir respostas.
Porque talvez o problema nunca tenha sido esquecer. Talvez tenha sido acreditar que esquecer era possível.
LAURA AMORIM NA BIENAL
A expectativa em torno do encontro com os leitores fez Laura Amorim ganhar uma agenda ampliada de sessões de autógrafos durante a 28ª Bienal do Livro de São Paulo.
Além de “Você já devia saber”, os leitores poderão encontrar a autora para autografar “Se não fosse por você”, seu romance de estreia e sucesso de vendas.
Mais Informações:
Laura Amorim – “Se não fosse por você” e “Você já devia saber”
Sessões de autógrafos:
4 de setembro – das 19h10 às 19h50
5 de setembro – 12h (sessão extra)
5 de setembro – das 19h10 às 19h50
6 de setembro – das 20h às 21h
11 de setembro – das 19h10 às 19h50
12 de setembro – das 19h10 às 19h50
13 de setembro – das 18h às 19h
Local: Distrito Anhembi (São Paulo/ SP) - Estande da Literare Books (H70)



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